quarta-feira, 10 de outubro de 2007

“ (...) meu chefe acha que o redator é rei e que o Diretor de Arte só tem que fazer o que a gente quiser.”
Qual poderá ser a diferença entre a Fulana Redatora estagiária, agora, e a mesma Fulana estagiária, no futuro?! Quais são as expectativas dos jovens que entram no mercado como estagiários, eles são valorizados? Eles já possuem uma meta de vida pronta?
Com esse tanto de dúvida, não deu outra, fomos perguntar a quem está vivendo esse tipo de situação. E uma de nossas entrevistadas foi a estudante da UCB, Daphne Evangelista, que está quase se formando e a pouco tempo tempo entrou no mercado como contratada, após estagiar na Matriz Comunicação.
CP- Em que momento da vida, você constatou que queria ser redator?
D - Durante a faculdade, sempre me identifiquei com criação, mas achava que ia ser fotografa, quando vi que não ia rolar, parti para a criação. Como leio muito e sempre escrevi, achei que a redação tinha mais a ver comigo.

CP- Qual é a sua expectativa profissional ?
D- Quero trabalhar em uma agência legal, crescer na profissão, quem sabe a Diretoria de Criação um dia, ou outros lugares, São Paulo, Rio de Janeiro quem sabe.

CP- O que você considera "ser criativo"?
D- Eu não tenho um conceito formado sobre ser criativo, eu acho que tem que ser original, ou saber dar originalidade a coisas ultrapassadas, não sei, isso é relativo demais.

CP-Já teve "bloqueio criativo"? Se sim, como você lida com isso?
D- Já, tenho com freqüência. Não lido muito bem, costumo bater a cabeça na mesa, o que não é nada saudável e também me entupir de referência, o que é muito bom.

CP-Trabalha em dupla com diretor de arte? Como é essa relação?
D- Trabalho, atualmente muito menos que antes, na minha atual agência meu chefe acha que o redator é rei e que o Diretor de Arte só tem que fazer o que a gente quiser. Eu discordo muito dele. Trabalhar em dupla é ótimo, um complementa a idéia do outro e se um tem bloqueio criativo o outro pode segurar, fora o que um aprende com o outro, troca de experiências.

CP- Referências, se usa, pode citar algumas?
D- Claro que uso, todo profissional de criação tem que usar, referência serve pra você saber o que tá rolando de legal, aprender construção de título e texto e formar um conceito sobre estética em propaganda. Eu vejo muito o CCSP, Brainstorm 9, Publicidade de Saia, Cafeína, The Copwrithers, Archive, Deviantart, Desencannes, Cannes Lions, além de entrar nos sites de um monte de agências

CP- Como é trabalhar com a linguagem escrita?
D- O que pesa não é trabalhar com a linguagem escrita, isso é ótimo, o problema é usá-la de uma forma publicitária, vendedora, que o público entenda e de forma criativa. A gente corta um dobrado =P Mas eu me divirto muito com meu trabalho.

CP- Mudanças na língua portuguesa, como você vê isso?
D- Então, eu acho a língua portuguesa uma coisa incrível, dificílima e extremamente bem feita. Não sou a favor das mudanças, mas sei que são necessárias e como redatora terei que me adaptar.

CP- O que mais te fascina na sua área?
D- O processo criativo.

CP- Por ser recém contratada e por ter sido estagiária, você nota que há preconceito da parte dos redatores profissionais, com quem está entrando no mercado?
D- Cara, aqui na agência, além de mim só tem mais um, mas ele já não trabalha muito com redação, então eu faço praticamente tudo. As vezes rola, mas normalmente o pessoal mais antigo quer ajudar e ensinar do que ficar tendo preconceito.
Valew Daphne!!!

3 comentários:

Anônimo disse...

10...

Anônimo disse...

dei muito valor....
poderiam fazer paralelo do on line e off.... mas isso nao fez falta....
todos no grupo mostraram saber do assunto....
servira como referencia pros proximos trabalhos...
adorei...
parabens...
(apesar da chata da paula...);...

Wesley Naves disse...

Muito interessante, bom q da pra saber mais como é msm.. e além, encontramos referencias e "links" úteis. parabéns